sábado, 13 de setembro de 2008

procelária: pra todas as Oyás.


"É vista quando há vento e grande vaga

Ela faz um ninho no enrolar da fúria e voa firme e certa como bala

As suas asas empresta à tempestade

Quando os leões do mar rugem nas grutas

Sobre os abismos, passa e vai em frente

Ela não busca a rocha, o cabo, o cais

Mas faz da insegurança a sua força e do risco de morrer, seu alimento

Por isso me parece imagem e justa

Para quem vive e canta num mau tempo"

terça-feira, 26 de agosto de 2008

...

everybody makes mistakes but i feel alright when i come undone
you are not making me wait
but it seems alright as long as something's happening
i try to make you late
but you fighting me off like a fire does
you try making me wait
but it feels alright as long as something's happening
...
get your payments from the nation
for your trials and tribulations


lcd soundsystem.
http://br.youtube.com/watch?v=58YvRWmz7-o

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Sonho do continente. Parte III, final.

Sendo autorizado, ele desmonta a máscara e deixa só a base de mármore. Aproxima-se do mar revolto e ele já vai se acalmando. Os rochedos vão se aproximando e ficando planos.
O dia vai amanhecendo.

Quando as ondas baixam mais um pouco, já diviso no horizonte um bonito continente por trás das rochas e de mais algumas léguas de oceano. Este último vai perdendo extensão e o continente se aproxima cada vez mais e mais, ainda que não totalmente. É muito bonito, vejo construções, montanhas, muito verde e pássaros.

Eu me tranquilizo.

Ao colocar a pedra no chão as rochas já estão planas e conectadas ao nosso solo. Os carros começam a ser estacionados de costas para o mar, sobre esse novo chão, fazendo uma barreira de proteção aos que estavam ali.

Alguns carros ao passarem pela pedra, rasgam os pneus, mas o meu não rasga tanto como os outros. São vários Celtas. Meu carro funciona novamente.

O mar está calmíssimo, o outro continente próximo, é dia e estamos a salvo.

Sonho do continente. Parte II.

O dono vem de lá de dentro e, junto com sua mulher, bolam um plano para salvar tudo:

Há, mais à frente, algumas rochas vulcânicas, grandes rochedos escuros e pontiagudos entre as ondas e o restante do oceano. Eles acreditavam que poderiam unir essas rochas ao terreno onde estávamos, planando-as e aumentando a extensão da terra. Lá colocariam os carros e estaríamos seguros.



Eu fico completamente descrente de que isso vai funcionar! Tento demovê-los da idéia que acho quase impossível. A dona me mostra que não é bem assim, que é possível, que eu devo acreditar e ajudá-los, pois não há mais tempo. Eu me convenço.



Dou a idéia de usar pedras de mármore para fazer a união entre os rochedos e o terreno onde estamos. Essas pedras estão disponíveis lá mesmo nesse penhasco, nos domínios desse estabelecimento. Um funcionário me mostra a que está mais fácil. É uma máscara-carranca com a base em mármore, os olhos, nariz e boca em pedras preciosas e sementes, recursos da natureza local. O ajudante retira a máscara da parede e se dirige a todos, como se pedisse autorização para o uso da pedra sagrada.

Sonho do continente. Parte I.

Eu estou numa festa com poucos amigos, que está no final. Meu carro está lá e eu preciso vendê-lo, mas assim que chamo uns amigos para mostrar, ele não funciona. Decido que devo levá-lo ao mecânico, mas como já é tarde da noite, escolho um que não é propriamente uma oficina, mas que estaria aberto àquela hora e poderia dar um jeito.



João ia comigo de carona e, como o carro não pegava, Any empurrou.



É uma estrada esquisita, escura, algumas luzes amarelas, muito muito esburacada. O carro, no entanto, já estava andando sem o motor, só com a força da minha amiga que estava correndo super rápido. Ela já não precisa mais empurrar, o carro anda sem o impulso dela e também sem o motor.



Desço essa rua, que vai escurecendo e as poucas casinhas vão escasseando. Dobro já no final, à direita e subo uma ladeira paralela à ruela anterior, de chão de terra e cheia de árvores, quase uma floresta. Preciso parar o carro no meio, pois não tinha como passar ali. Descemos, João e eu, e nos dirigimos ao alto da ladeira, um penhasco que dava pro mar.



Nesse alto, estava iluminado, luz branca, fluorescente. Há um bar (oficina mecânica, estacionamento e lava-jato) onde pretendo deixar o carro estacionado durante a noite e pedir por favor para que eles o consertem. Ao chegar lá há várias pessoas bebendo, os donos são meus conhecidos e a dona vem me recepcionar. Eu digo a ela o que quero, ela entende, ri e está muito receptiva. Sei que vai me ajudar.



De repente, inicia-se uma tempestade (terremoto) e as ondas do mar se agitam, ficam gigantes, parecem querer invadir a terra e destruir tudo. Parece o fim. Eu me desespero, pois não há o que fazer.

terça-feira, 6 de maio de 2008

19:19

Pois é, daí que eu tô com vontade - muita, muita vontade mesmo - de começar a escrever meus sonhos em sequência. Tipo num impulso de conseguir entender tanta gente que ocupa esse espaço da minha noite.

Esses personagens, né?

Na última noite eu sonhei assim:

Num banco de praça estavam sentadas quatro pessoas, recordo-me apenas das duas que estavam do lado direito, sentadas uma ao lado da outra:

Pré-adolescentes, de seus 12 ou 13 anos, gêmeas idênticas. Loiras, branquíssimas, cabelos longos até a cintura, volumosos e ondulados. Sua expressão era de inocência e profundidade. Vestiam roupas do século passado, como camisolas de tecido leve, quase transparente, cor clara. Estava amanhecendo no sonho, naquela hora em que o sol mal aparece na linha do horizonte. Olhavam fixamente para diante, sérias.


Pensa que aconteceu alguma coisa no sonho?
Que teve enredo, complicação, desfecho?
Não.

De repente, escuto uma voz masculina grave que diz: Elas são você.
E acordo.




Meu, quem vai entender?! Diz pra mim, vai. Ninguém, né?

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Lado

É porque mente e porque a mente não tem qualquer coisa com isso, que eu sei muito bem que qualquer coisa vai me fazer reagir.
Na dúvida, permaneça.
Com as reações despertadas talvez comece e, quem sabe, se torne simples se tornar fácil, tornando-se eu.
Eu que nem sou simples, nem fácil ou qualquer coisa que se torne parada. Porque permanecer e estar em dúvida é também estar parada e eu não sou de me tornar quem se torna parada.
Mas eu bem sei o que me faria tornar a isso.
Saber é mesmo restringir, eu bem sei.
Eu bem sei.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

da coisa de ir embora.

E então eu apaguei tudo que eu tinha dito sobre aquilo. E esse post vai ser assim. E... Ponto.

The Stière guide us through the road.



Estréia, estrela Stella Sterla, estrelando Starry Scarry, porém não menos bravo!
E por muito tempo pensei que de tudo até então havia provado sabendo do gosto do que gosto (e que jamais vou deixar!) por certo.
Por certo não sabia, porque saber é restringir e só hoje sei.
Do quanto saberei do astral estelar que estréia a essa hora?
Pra nos guiar nem Dalva, nem guia, nem Davi de seis ou cinco pontas.
Besides the Stière guide us through the road.