terça-feira, 6 de maio de 2008

19:19

Pois é, daí que eu tô com vontade - muita, muita vontade mesmo - de começar a escrever meus sonhos em sequência. Tipo num impulso de conseguir entender tanta gente que ocupa esse espaço da minha noite.

Esses personagens, né?

Na última noite eu sonhei assim:

Num banco de praça estavam sentadas quatro pessoas, recordo-me apenas das duas que estavam do lado direito, sentadas uma ao lado da outra:

Pré-adolescentes, de seus 12 ou 13 anos, gêmeas idênticas. Loiras, branquíssimas, cabelos longos até a cintura, volumosos e ondulados. Sua expressão era de inocência e profundidade. Vestiam roupas do século passado, como camisolas de tecido leve, quase transparente, cor clara. Estava amanhecendo no sonho, naquela hora em que o sol mal aparece na linha do horizonte. Olhavam fixamente para diante, sérias.


Pensa que aconteceu alguma coisa no sonho?
Que teve enredo, complicação, desfecho?
Não.

De repente, escuto uma voz masculina grave que diz: Elas são você.
E acordo.




Meu, quem vai entender?! Diz pra mim, vai. Ninguém, né?